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Inscrições para o VI ENAM terminam nesta quinta-feira, 24 de setembro

A toga continua exigindo concurso, mas, antes do concurso, há outra porta.

Paulo Gustavo Moreira Jalowyj
Paulo Gustavo Moreira Jalowyj
Coordenador de Marketing, Inovação e Tecnologia.
5 min.
Atual. 24 de set. 2026
Inscrições para o VI ENAM terminam nesta quinta-feira, 24 de setembro

Estão abertas até hoje, 24 de setembro, as inscrições para a sexta edição do Exame Nacional da Magistratura (ENAM), prova obrigatória para quem pretende disputar concursos de ingresso na magistratura federal, estadual, trabalhista ou militar. O exame será aplicado em 29 de novembro, simultaneamente nas 27 capitais brasileiras.

Quer participar do VI ENAM? Faça sua inscrição na página oficial da FGV Conhecimento até 24 de setembro.

A taxa de inscrição é de R$ 120.

A prova terá 80 questões objetivas e cinco horas de duração.

Pode parecer apenas mais uma etapa no já longo caminho até a magistratura.

Não é.

Antes do concurso, o ENAM

O ENAM foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça em 2023 para funcionar como uma habilitação nacional prévia.

Em outras palavras: o candidato não disputa uma vaga de juiz no ENAM.

Ele conquista o direito de disputar.

A aprovação passou a ser requisito para a inscrição preliminar nos concursos da magistratura promovidos pelos tribunais. O exame é regulamentado e organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, a Enfam, sob supervisão do CNJ.

Os concursos dos tribunais continuam existindo, com suas próprias etapas.

O ENAM passou a funcionar como a cancela antes delas.

Não é uma prova para decorar códigos

A lógica do exame também importa.

Ao instituir o ENAM, o CNJ deixou expresso que a intenção era buscar maior uniformidade na seleção nacional e valorizar raciocínio, resolução de problemas e vocação para a magistratura, em vez de privilegiar apenas a memorização de conteúdos.

A prova distribui as 80 questões entre áreas centrais da formação jurídica: são 16 de Direito Constitucional, 12 de Processo Civil, 12 de Direito Civil, 12 de Direito Penal, 10 de Direito Administrativo, seis de Direitos Humanos, seis de Direito Empresarial e seis de Noções Gerais de Direito e Formação Humanística.

É uma pista importante sobre o tipo de preparação exigido.

Saber a lei continua indispensável.

Saber o que fazer com ela diante de um problema passou a valer ainda mais.

Setenta por cento

Para a habilitação na regra geral, o candidato precisa alcançar 70% da prova, o equivalente a 56 das 80 questões.

Para os grupos contemplados pelas regras específicas do exame, o percentual mínimo é de 50%.

O ENAM tem caráter eliminatório, e não classificatório. Quem atinge a pontuação exigida não entra numa lista em busca das primeiras colocações.

Recebe uma habilitação.

E só então pode seguir adiante nos concursos da magistratura.

Essa diferença muda bastante a estratégia.

No ENAM, não é preciso vencer os outros candidatos.

É preciso vencer a nota de corte.

Um certificado para abrir concursos

A habilitação nacional ajuda a padronizar uma etapa que, antes, começava diretamente em cada tribunal.

Mas não encurta o restante do caminho.

Depois do ENAM vêm os concursos propriamente ditos, com suas provas objetivas, discursivas, sentenças, avaliações orais, títulos e demais fases previstas em cada edital.

Para a magistratura federal, isso significa que o candidato precisa construir uma preparação suficientemente ampla para atravessar duas exigências ao mesmo tempo:

passar no ENAM e continuar competitivo quando chegar o concurso para juiz federal.

É justamente aí que estudar apenas para “a próxima prova” pode ficar curto.

O ENAM mudou a preparação para a magistratura

A criação do exame produziu uma mudança silenciosa na rotina de quem pretende vestir a toga.

Antes, o planejamento podia começar mirando diretamente o edital de um tribunal específico.

Agora existe uma etapa nacional obrigatória, com conteúdo amplo e perfil próprio, que precisa ser incorporada desde o início da preparação.

E o volume é considerável.

Direito Constitucional, Administrativo, Civil, Processo Civil, Penal, Empresarial, Direitos Humanos e Formação Humanística aparecem numa mesma prova.

Não há consulta a códigos para salvar uma tarde ruim.

Nem espaço confortável para deixar uma disciplina inteira para depois.

O ENAM transformou a preparação para a magistratura numa espécie de corrida em duas pistas.

A primeira leva à habilitação.

A segunda, à vaga.

Preparar para o ENAM sem parar no ENAM

É exatamente essa lógica que orienta o Preparatório Online para a Magistratura Federal da Faculdade ESMAFE.

O curso foi estruturado para preparar o aluno tanto para o Exame Nacional da Magistratura quanto para os concursos das carreiras jurídicas federais, combinando conteúdo técnico com uma preparação de longo prazo para a magistratura.

São 730 horas/aula na modalidade sem monografia ou 845 horas/aula com monografia, em aulas 100% online e ao vivo, de segunda a quinta-feira, das 19h às 22h15.

A formação reúne disciplinas diretamente presentes no ENAM, como Direito Processual Civil, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Penal, Administração, formação humanística e Ética e Estatuto da Magistratura, dentro de uma grade de 28 disciplinas.

Mais do que revisar matérias, a metodologia trabalha a partir de problemas e casos concretos, uma escolha que conversa diretamente com a concepção do próprio ENAM de privilegiar raciocínio jurídico e resolução de problemas.

Conheça o Preparatório Online para a Magistratura Federal da ESMAFE

A toga começa antes do concurso

O concurso para juiz não começa quando um tribunal publica seu edital. Começa antes.

Começa na construção de uma base suficientemente sólida para atravessar uma prova nacional, obter a habilitação e continuar estudando para tudo o que virá depois.

O ENAM não entrega a toga, mas, sem ele, o candidato nem chega à porta onde ela começa a ser disputada.

Fontes: Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Faculdade ESMAFE.

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